Adotar uma vida de busca de Deus na adolescência não foi difícil. Na adolescência quase tudo é justificável e uma atitude desta é até elogiável. Persistir nessa busca no decorrer dos anos significou atitudes, escolhas, renúncias, persistência, críticas veladas... antes de prosseguir vale explicar que busca de Deus é equivalente a firmar compromisso com o Senhor, pois a medida que o buscamos Ele se revela e se dá a conhecer muito mais do que buscamos, um pequeno movimento nosso e Ele vem ao nosso encontro “...chegai-vos a Deus e Ele se chegará a vós...” e não há como nos aproximarmos com sincero coração e não se estabelecer uma relação de compromisso, de querer agradar ao Senhor, de querer para si os padrões de vida que Ele nos propõe, de sermos seguidores de Jesus. Segundo a oração de Jesus em Jo. 17, os princípios norteadores da vida de quem conhece a Deus não estão neste mundo “eles não são do mundo como eu não sou”, Paulo vai dizer “não vos conformeis com este mundo”... e que creio isto se aplica a todas as esferas da vida, não fora assim haveria registro bíblico específico: não vos conformeis com este mundo no que diz respeito a..., mas não é assim! Bem, e quando vamos crescendo, amadurecendo, trabalhando, aprofundando relacionamentos, namorando, enfim quando começamos a ter contato com este mundo é que percebemos o quanto é difícil embasar nossa vida nos preceitos divinos. Quando adolescente li um livro por título “Em seus passos o que faria Jesus?” fazer esta pergunta em cada decisão, a todo momento é o desafio! Quando preciso me posicionar pela ética no trabalho, quando preciso abrir mão de me beneficiar com o ‘jeitinho’ ou até mesmo ter prejuízo em favor do justo, quando preciso diante de colegas afirmar minha fé e isso me exclui do ‘grupo’, quando preciso me posicionar diante de princípios como a família, casamento, sexo, amizade, sinceridade e ser taxada de conservadora, radical, fora da realidade, etc., quando enfrento estes ‘pequenos desafios’ entre outros, me recorso de Jesus na cruz, e aí tudo se torna pequeno, minha intolerância com o irmão me denuncia, querer satisfazer meus caprichos me envergonham, tentar ter sempre razão um exercício inócuo, querer saciar meus desejos e sonhos a todo custo, buscar significados para a vida em santidade que me eximam de renúncias, que não me rotulem de esquisita, diferente, luta vã. Quanto esforço para nada. Ser santo é ser separado deste mundo, e isto faz todo sentido pois se não somos deste mundo, como não estaremos separados dele? Não há conciliação, não há equilíbrio, não há meio termo, “...ou não sabeis que a amizade do mundo é inimizade contra Deus?” É diante da revelação das profundezas de Cristo que as escamas vão caindo e vamos pouco a pouco enxergando o que é real, pois este mundo quer nos cegar, precisamos clamar por discernimento e resistir e lutar o bom combate da fé, mantendo firme a esperança da nossa glória: Cristo, e saber responder com as nossas atitudes a todos aqueles que perguntarem a razão da nossa fé. Não desfaleçamos, prossigamos! Há irmãos no mundo (geográfico) que a despeito da própria vida estão com sua fé inabalável. E nós, no tão famoso Ocidente livre agimos levianamente levados por vento de doutrinas pessoais, de achismos egoístas, de vaidades, presunções.
Paulo estava certo, manter a fé é um combate, um BOM combate. Revistamo-nos, pois, de toda armadura de Deus e sejamos mulheres adultas e seguras da opção que fizemos em Cristo a despeito das circunstâncias, cobranças, e não nos esqueçamos das sutilezas do inimigo de nossas almas.
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